Dia da Mulher : Falemos de Pioneiras na área da Computação !

 



Dia Internacional da Mulher



Em 1975, a Organização das Nações Unidas começou a dedicar o dia 8 de Março ao  Dia Internacional da Mulher. Contudo, este dia só passou a ser oficialmente reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 16 de Dezembro de 1977.







Dia Internacional da Mulher
via Google Images Archive


💪Saber +

 

Este dia pretende celebrar os direitos que as mulheres conquistaram até agora, relembrando o caminho para a igualdade. Defender causas como o direito ao voto, a igualdade salarial, a maior representação em cargos de liderança, a protecção em situações de violência física e/ou psicológica ou o acesso à educação continuam actuais. É que em vários pontos do mundo, esses direitos continuam longe de ser cumpridos

 

As áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) continuam a ser um dos campos em que a desigualdade de género se faz sentir.

 

Embora a representação de mulheres que trabalham em áreas STEM tenha vindo a crescer desde 2016, dados do Global Gender Gap Report 2024, do Fórum Económico Mundial, indicam que a presença feminina ainda é subrepresentada.





Google Doodle Dia Internacional da Mulher 2025



💖Tema 2025 :

"Inovação e Tecnologia para a Igualdade de Género". 

 

Actualmente 37% das mulheres não utilizam a Internet. 259 milhões de mulheres têm menos acesso à Internet do que os homens, apesar de representarem quase metade da população mundial.





screenshot: Estratégia vestibulares

 

As áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) continuam a ser um dos campos em que a desigualdade de género se faz sentir.

 

Embora a representação de mulheres que trabalham em áreas STEM tenha vindo a crescer desde 2016, dados do Global Gender Gap Report 2024, do Fórum Económico Mundial, indicam que a presença feminina ainda é subrepresentadação.

 

Felizmente, são vários os casos de pioneiras que deixaram a sua marca na história, aos quais se juntam os de mulheres que, actualmente, continuam a lutar pela representação nas tecnologias.

 

💓Relembremos apenas algumas dessas mulheres que celebrámos...

 





Ada Lovelace

 

Augusta Ada King, Condessa de Lovelace, filha de Lord Byron, e de sua mulher Anne Isabella Byron, foi a primeira mulher programadora e matemática do séc. XIX.

 

Ada Lovelace é portanto uma matemática e escritora inglesa, conhecida essencialmente pelo seu trabalho de computação para o motor analítico de Charles Babbage.

 

As suas notas sobre o motor, incluem o que é reconhecido como o primeiro algoritmo destinado a ser processado por uma máquina. Devido a isso, Ada é considerada uma das primeiras e mais consideradas programadoras de computação do mundo.

 




Grace Murray Hopper

créditos: The Computer History Museum

https://news.yale.edu/

 

Grace Murray Hopper nasceu em Nova Iorque a 9 de dezembro de 1906. Desde criança que Grace demonstrava grande curiosidade em perceber como funcionavam os sistemas.

 

Grace Hopper, a analista de sistemas da Marinha norte-americana criou a programação Flow-Matic e a linguagem que aproximou a máquina do Homem. É pois a Grace Hopper que se deve a expressão que hoje utilizamos: o “bug” (insecto), usado para designar uma falha num código-fonte.






Katherine Johnson working at the NASA Langley Research Center, 1980
 
credits: Getty Images
 

Katherine Johnson foi responsável, pelos cálculos que asseguraram que John Glenn, o primeiro astronauta americano a orbitar a Terra, chegasse são e salvo. 

Além do contributo para as missões lunares, os seus cálculos tiveram um papel relevante no desenvolvimento do programa de vaivéns da NASA.
 





Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson

https://www.pinterest.com/spacewatcher201/

 
As “mulheres computador” desempenharam um papel determinante para a NASA. No entanto,  as suas histórias só viriam a ser reconhecidas décadas mais tarde. 


Com ela, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, três das primeiras mulheres negras a trabalhar na agência espacial norte-americana, NASA.

 

 



Dr Margaret Hamilton/ NASA
Apollo software Engineer
credits: NASA

 

Margaret Hamilton, cujo código foi fundamental no lançamento da missão Apollo em órbita, em 1969 e na década seguinte. O trabalho de Hamilton não só foi altamente significativo para as alunagens, como também abriu caminho para as mulheres na ciência e na tecnologia (STEM).


E poderíamos falar de muitas mais...

 

💢Actividades:

 

Deixo ao vosso cuidado descobrir muitas outras mulheres 'programadoras'. D

Deixem nos Comentários as vossas pesquisas! 

 

E lembrem! É preciso muitas mais mulheres nas STEM ! Se tem esse gosto e apetência, prossiga os seus estudos para atingir um lugar de destaque entre as mulheres que poderão liderar o futuro !

 

A Professora GSouto

 

08.03.2025


This work is licensed under CC BY-NC-ND 4.0




Novo ano lectivo 2024-2025 : Já começou ! E o que muda ? Telemóveis fora das escolas ?

 



créditos: Google Images Archive

 

Pela primeira vez, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) definiu o Calendário Escolar para os próximos quatro anos lectivos, de modo a garantir condições de organização às escolas e às famílias. Finalmente ! Calendário Escolar e 2024-2025 a 2027-2028, fixando as regras relativas ao funcionamento das actividades educativas e lectivas, designadamente o seu início, o seu termo e os períodos de interrupção (férias),

 

Em Portugal, evita-se a palavra 'férias' quanto aos professores, como se fosse um crime! Na Europa e no continente americano, pelo menos, para falar do que conheço, a palavra 'férias' é bem explícita.

Vejamos o caso de França sobre a qual escrevi na postagem Rentrée scolaire 2024-2025: Quoi de neuf ?


✅Les dates de vacances scolaires 2024-2025

Eh! Oui. Les vacances, c’est important aussi. Voici le nouveau calendrier des vacances scolaires :  

"Les vacances, c’est important aussi." está escrito textualmente no site do Ministère de l'Éducation Nationale et de la Jeunesse.

 


créditos: Johner Images

 

👉Regras das Actividades Escolares

 

Segundo o Despacho do MECI, nos próximos quatro anos lectivos, mantém-se a possibilidade da adopção de uma organização por semestres da actividade das escolas, em vez da organização trimestral (a mais comum).

É dada, ainda, a possibilidade de as escolas utilizarem dias contemplados na terceira interrupção do ano lectivo, através da fixação de outro ou outros períodos de interrupção.

Por fim, o Despacho do MECI estabelece que as escolas possam encerrar, por completo, pelo período de uma semana, durante o mês de Agosto, por forma a compensar a intensidade e a exigência das tarefas desenvolvidas no final do ano lectivo.

 

💬Provas  e exames nacionais

 

Ao contrário do que aconteceu até aqui, não é, desde já, estabelecido um calendário da avaliação externa (provas de monitorização de aprendizagem, provas finais do 9.º ano e exames nacionais do ensino secundário). O MECI remete essas datas para regulamentação própria a fixar posteriormente.


 



créditos: MECI

https://www.facebook.com/p/

 

👧👦Provas Digitais :

 

A partir do ano lectivo 2024/2025 serão implementadas provas-ensaio a meio do ano lectivo para os alunos se familiarizarem com o formato digital. Esta preparação para as provas digitais garantem equidade e eficácia no processo avaliativo.

 

✅Períodos lectivos:

 

De acordo com o despacho do MECI, o ano lectivo 2024-2025, os três períodos lectivos distribuem-se da seguinte forma:


1.º Período

  • Início das aulas: 12 e 16 de Setembro de 2024
  • Fim das aulas: 17 de Dezembro de 2024


2.º Período

  • Início das aulas: 6 de Janeiro de 2025
  • Fim das aulas: 4 de Abril de 2025


3.º Período


  • Início das aulas: 22 de Abril de 2025
  • Fim das aulas: 6 de Junho de 2025 (9.º, 11.º e 12.º anos), 13 de Junho 2025 (5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos) e 27 de Junho 2025 (pré-escolar e 1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos)

 

Quanto às pausas lectivas, estão definidos quatro momentos: Natal (duas semanas), Páscoa (duas semanas), Carnaval (três dias) e verão (três meses). A saber...






😉Interrupções lectivas (férias) :


  • Natal

Início das férias: 18 de Dezembro de 2024
Fim das férias: 3 de Janeiro de 2025

  • Carnaval

Início das férias: 3 de Março de 2025
Fim das férias: 5 de Março de 2025

  • Páscoa

Início das férias: 7 de Abril de 2025
Fim das férias: 21 de Abril de 2025

  • Verão

Início das férias: 7 de Junho de 2025 (9.º, 11.º e 12.º anos), 14 de Junho de 2025 (5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos) e 8 de Junho de 2025 (educação pré-escolar e 1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos).

Fim das férias: (?) Setembro de 2025








😏Falta de professores :

 

As aulas começaram entre os dias 12 e 16 de Setembro 2024, num novo ano lectivo que o Ministro da Educação, Ciência e Inovação já admitiu arrancar com "milhares de alunos sem aulas." O nº exacto de falta de professores não foi revelado, mas ficou prometido para breve.


Tal como em França, Espanha e outros países que enfrentam falta de professores para preencher todos os horários existentes. Assim, prevê-se que haja currículos sem professor.a, já no início deste novo ano lectivo. O Governo aprovou, para este ano, um conjunto de medidas para tentar responder à falta de professores nas escolas, que passam pela possibilidade de contratar professores aposentados com uma remuneração extra ou de bolseiros de doutoramento.

 

Além do plano "+ Aulas + Sucesso", o Governo vai criar um apoio a professores deslocados colocados em escolas para onde é difícil contratar docentes e vai realizar, ainda durante o 1.º período, um novo concurso de vinculação extraordinária para as escolas mais carenciadas.

 

O Ministro da Educação referiu que, além desta vinculação extraordinária, haverá ainda “um apoio à deslocação para professores que residem a mais de 300 km de 450 euros”: 


 



via Executive Digest

 

Por grupo de recrutamento, há 11 disciplinas com mais de uma centena de vagas, quase todas para professores que dão aulas ao 3.º ciclo e ensino secundário.


Depois do grupo de recrutamento de Educação Especial, que conta com 222 lugares de quadro, seguem-se as disciplinas de Informática (193 vagas), Matemática (186 vagas) e Português (166 vagas).

 

🛂Integração de alunos filhos de pais estrangeiros nas escolas:

 

Fernando Alexandre sublinhou a importância do projecto “super inovador” que está a ser desenvolvido na escola Laura Ayres de Quarteira, permitindo a integração em Portugal de muitos jovens filhos de pais estrangeiros.


No agrupamento de escolas acima mencionada, há alunos e docentes provenientes de 56 países, totalizando 1.111 alunos estrangeiros que são 39% do total de estudantes, sendo a maioria deles de origem brasileira.






via o Observador

 

📴Uso ou não de telemóveis nas escolas ?

 

O Ministro da Educação recomendou agora a proibição do uso e da entrada de telemóveis nas escolas para o 1.º e 2.º ciclos. A recomendação foi aprovada num Conselho de Ministros dedicado quase exclusivamente ao tema da Educação.


Os miúdos estão ok? Cada vez mais escolas banem os telemóveis a pensar na saúde dos alunos (e não há revolta nem de pais nem de filhos). É preciso retirar os telefones dos recreios e cada vez mais escolas o fazem sem que os pais ou os alunos tenham tentado travar a mudança.


Já várias escolas portuguesas tinham imposto a não utilização de telemóveis nos recintos escolares, em anos escolares anteriores.


Até este ano lectivo que  apenas 2% dos agrupamentos de escolas proibiram a utilização de smartphones nas escolas, mas o Governo acredita que mais estabelecimentos de ensino devem seguir esta medida.


“Hoje temos muitas evidências de que a utilização de smartphones pode ser não uma vantagem, mas uma desvantagem para as aprendizagens e que em determinadas idades o uso do smartphone pode deteriorar o bem-estar das crianças”,

Ministro da Educação


O Ministro da Educação apresentou assim a recomendação para a limitação do uso de smartphones nas escolas, afirmando o compromisso do Governo com as novas tecnologias e a digitalização, mas também o de «usar a informação que existe e tirar as consequências sobre o que é melhor para as aprendizagens e bem-estar dos alunos».
 
 
Os estudos mostram que o uso de smartphones pode ser uma desvantagem para a aprendizagem e que, em certas idades, pode deteriorar o bem-estar das crianças, gerando ansiedade e comportamentos negativos.
 
 
A decisão está alinhada com o que outros países estão a fazer :
 
 
  • Para os alunos até aos 12 anos (1.º e 2.º ciclos) o Governo recomenda a proibição do uso e da entrada de telemóveis na escola (aulas e recreio) – «há muitas provas de que há efeito muito negativo»;
  • Para os alunos dos 12 aos 15 anos (3.º ciclo), recomenda medidas que restrinjam e desincentivem o uso de smartphones nas escolas, havendo autonomia da escola;
  • Para os alunos com mais de 15 anos (Secundário), recomenda uma estratégia das escolas para que sejam usados responsavelmente.
  • Haverá naturalmente excepções. Por exemplo : razões médicas, falta de domínio da língua (como instrumento de tradução. outros…)

 

Conforme os alunos regressam às salas de aula em toda a Europa continental, há um número crescente deles que foi forçado a deixar os seus telemóveis para trás.

 

⛔Caso de países europeus :

 

  • França e Bélgica :

Em França, 200 escolas secundárias estão a testar uma proibição, enquanto as escolas primárias de língua francesa na Valónia e Bruxelas, na Bélgica, avançaram com as suas próprias proibições.


  • País Baixos : 

 Há seis anos, quando o presidente do Calvijn College, nos Países Baixos, começaram a considerar a possibilidade de proibir smartphones nas suas escolas, a ideia deixou alguns alunos horrorizados.

“Perguntaram-nos se pensávamos que estávamos a viver nos anos 1800”, disse Jan Bakker, presidente da escola, cujos alunos têm entre 12 e 18 anos.

Apesar da resistência, a escola avançou com a proibição.

“Andando pelos corredores e pelo pátio da escola, só se viam crianças nos seus smartphones. As conversas estavam em falta, as mesas de ténis de mesa estavam vazias”, referiu Bakker. “Basicamente, estávamos a perder a cultura social.”

Para os alunos no Calvijn College, a onda arrebatadora de mudanças foi emocionante. Desde o momento em que começaram a exigir que os alunos deixassem seus telemóveis em casa ou os trancassem durante o dia, os funcionários da escola observaram a cultura da escola transformar-se. “Basicamente, o que perdemos, recuperámos”, garantiu Bakker. “Os alunos brincam uns com os outros e conversam uns com os outros. E muito menos interrupções nas aulas.”

Em Janeiro 2024, o Governo holandês entrou no debate, pedindo às escolas que proibissem telemóveis, tablets e smartwatches da maioria das salas de aula do ensino secundário em todo o país. A recomendação foi recentemente estendida às escolas primárias.


 



via Expresso

 

❓Erradicar ou pôr normas ?


Bom, há já alguns anos que me aposentei. Mas fui das primeiras professoras, senão a primeira a introduzir a tecnologia pedagógica nos currículos escolares de Português e Francês LE2, quer em sala de aula quer via blogs e plataforma digital criados por mim, para complemento curricular das competências e aprendizagens do alunos.


Havia mesmo conversação escrita com dúvidas e opiniões via comentários no BlogdosCaloiros (Português) e no BlogSkidz (Français LE2) entre alunos e professora. 

E uma sala de conversação digital (chat) em que os alunos expunham as suas dúvidas sobre as actividades curriculares de Kidzlearn Lugares & Aprendizagens. O projecto foi muito parabenizado na Europa via conferências várias. E workshops para professores.

Foi mesmo projecto finalista em 2004 em Global Junior Challenges.





créditos: Google Images Archive

 

Só que havia regras. Eu entrava na sala de aula, colocava o smartphone em cima da mesa de professores e desligava-o em frente aos alunos. De imediato, toda a turma sacava dos seus smarthphones, desligavam-nos e poisavam todos os telemóveis em cima das mesas, do lado direito.

Havia aulas em que trabalhámos com smartphone em determinados momentos. Rapidamente ligavam, seguiam-me nas actividades que eu indicava, e quando acabavam poisavam de novo, desligados.  

Eram blocos de 90m o que dava mais tempo e tornava as altas muito entusiasmantes para os estudiantes.  Não infringiam as normas. E seguiam com interesse as actividades.

Retirar completamente os telemóveis das escolas distancia por completo o ensino digital,. É que os alunos sabem tudo sobre smartphones, excepto usá-los com fins pedagógicos. Podem crer. Há que fazer com eles uma aprendizagem.

Esta é a opinião pessoal de uma experiência que resultou em pleno. 

 

Para todos um bom ano escolar, professores.as e alunos.as e que os resultados obtidos sejam positivos.

 

Para se ser professor.a é preciso ter vocação -  ninguém disse que é fácil - e muita paixão ! É preciso gostar mesmo ! E terá um feedback bem mais interessante dos alunos. Claramente !

 

A Professora Formadora GSouto

 

17.09.2024

actualizado 22.09.2026

This work is licensed under CC BY-NC-ND 4.0


fontes : MECI/ Observador/ Expresso/projectos pessoais

Dia Internacional da Educação ! O poder da juventude na construção da educação !

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